RESENHA|| DUMPLIN'
Título: Dumplin'| Autor: Julie Murphy| Editora: Valentina

Ano: 2017| Páginas: 300
Avaliação:

Especialmente para os fãs de John Green e Rainbow Rowell, apresentamos uma destemida heroína e sua inesquecível história sobre empoderamento feminino, bullying, relação mãe e filha, e a busca da autoaceitação. Sob um céu estrelado e ao som de Dolly Parton, questões como o primeiro beijo, a melhor amiga, a perda de alguém que amamos demais e “estou acima do peso e ninguém tem nada com isso” fazem de Dumplin’ um sucesso que mexerá com o seu coração. Para sempre. Gorda assumida, Willowdean Dickson (apelidada de Dumplin’ pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo...
Quando se fala de empoderamento feminino, a primeira coisa que pensamos é a voz feminina que atua no social e que enfrenta os preconceitos e quebra tabus. Dumplin' é o resultado de coragem, força e busca por essa mulher que não se baseia pela aparência, que se sente segura com sua personalidade e não acha que um corpo pode definir quem você é ou quem pode ser. Esta obra maravilhosa foi lançada pela Editora Valentina, em 2017. Suas mais de trezentas páginas nos emocionam como também nos encoraja a ser quem somos. E, foi isso mesmo que Willowdean Dickson fez: se amar antes de tudo e qualquer opinião social.
Viajamos por uma pequena cidade do oeste americano, em que a nossa protagonista vive. Como sabemos, uma parcela mínima de moradores sempre dá o que falar e a fofoca rola solta no quesito: vida alheia. Mas, de verdade, Willowdean nem liga tanto para o que falam dela. Sua doçura e simpatia nos faz vibrar. Por outro lado a sua personalidade forte, ela se acha gora, e pouco sedutora para namorar. A sua amiga Ellen- magra e com longas pernas- sempre teve atenção dos garotos da escola por sua beleza nada convencional.
- Minha mãe é doida de pedra. Desculpe.
Tento engolir, mas minha boca está seca feito um deserto. Ninguém jamais tinha dito isso sobre mim e mamãe. Era sempre em relação da Lucy. Você se parece com sua tia. Não me envergonho disso, mas gosto da ideia de ter puxado à minha mãe.
Somado a essas questões, ela ainda tem que conviver com o título que a sua mãe carrega: a ex-campeã de um concurso de beleza no Miss Jovem Flor do Texas. Só que essa garota é muito forte e maravilhosa! Tudo o que ela se tornou, aprendeu com a sua tia- que faleceu a seis meses- sobre amar a si mesmo, inclusive a Dolly Parton e suas músicas deliciosas.
Sua vida sempre foi muito linear. Trabalhar-casa-escola. Nada de empolgante. Por isso ela nunca pensou que namoraria com ninguém, muito menos com o cara que ela acha lindo! O improvável acontece e as trocas de olhares com BO, o cara maravilhoso por quem se sentia atraída se aproxima dela.
Sabe o que é TODOS os medos aparecerem de uma vez só? Foi isso que aconteceu. Willow nunca pensou sobre as questões de sexualidade devido a se achar obesa. Seu psicológico fica confuso e o desafio agora é quebrar todas as barreiras. Ela toma a difícil decisão de participar de um dos concursos de beleza mais famosos da sua cidade e mostrar que a beleza vem de dentro! É tão fácil escolher a nós mesmos, mas a pressão social complica o modo como devemos pensar acerca das coisas. Como será que Willow vai se sair nesse concurso?
MARAVILHOSO! Julie Murphy nos escreve uma história de superação, coragem e principalmente: voz ativa da personagem feminina. Nos momentos em que Willow levava um "não" ela dava a volta e mostrava o por que merecia o "Sim".


Esse livro falou direto ao meu coração. Não é só as pessoas gordas que passam por dificuldades não, tá?! Sou magra e sofri muito preconceito quando criança e adolescente pelo meu tipo físico. Essa obra me fez lembrar o que precisei passar para ser quem eu sou hoje: decidida. Não precisamos ser quem os outros querem que sejamos. Pega uma espelho, olha para ele e vê a beleza que você é! Faz uma listinha de todas as qualidades que você tem. Olha a teu redor quem são as pessoas que te amam e pergunta a elas o por que. Tu vais perceber a grandeza que tens.
Nem preciso revelar mais sobre a personagem. Ela é forte!
Fiquei apaixonada com a capa, a diagramação e cuidado que a Valentina teve em divulgar uma obra de um esplendor sem tamanho. Foi uma experiência maravilhosa e tive que compartilhar com uma amiga muito querida (ela vai ler e saber que foi para ela. Não é gorda nada- e não é!). Aos que tiverem a oportunidade e curiosidade para conhecer mais sobre personagens femininas emponderadas e até mesmo a escrita da Julie- Dumplin' é uma obra enriquecedora.
Para finalizar tenho que dizer o quanto fiquei apaixonada por essa cidade pacata. Na ambientação descrita nos podemos visualizar bem como é a rotina desses moradores. Por isso é preciso expandirmos nossos horizontes de leitura e quebrar mesmo tabus sociais que em pleno século XXI chega precisa extinguir.
- Não. Acho que já o assumi. - Às vezes, descobrir quem você é implica entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin', Will e Willowdean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa.




Olá! Esse livro está na minha meta de leitura! É a primeira vez que leio uma resenha dele e adorei! Já tinha cotado ele na minha lista, agora talvez eu até coloque ele na frente da pilha. rsrs
ResponderExcluirBjos!
Por essas páginas
Oi Amanda, essa é segunda resenha deste livro que leio hoje e só reforçou ainda mais a minha vontade de ler. Eu acho que independente de nossa forma física, todos nós nos identificamos um pouco com a personagem.
ResponderExcluirÓtima resenha.
Bjos
Vivi
Adorei a sua resenha! Parece ser um livro muito interessante, divertido e envolvente, estou curiosa para ver a Willow arrasar no concurso e mostrar para todos que ela pode sim participar de um concurso de beleza, se acreditar nela mesma. Vou anotar a sua dica com certeza, bjss!
ResponderExcluirOlá!
ResponderExcluirJá é a segunda resenha que leio desse livro e já sei que tenho muitos pontos em comum com a personagem. Só por esse fato já estou ávida pela leitura e como terá bienal na minha cidade, vou aproveitar a oportunidade e adquirir meu exemplar. Também estou ansiosa pela adaptação dele!
beijinhos!
Oii, tudo bem?
ResponderExcluirA cada resenha que vejo desse livro minhas vontade de lê-lo só aumenta. Amo personagens femininas fortes e tenho certeza que irei gostar desse livro. Amei a resenha!
Beijos,
Karina.
Páginas Empoeiradas
Olá!
ResponderExcluirEstou morrendo de vontade de iniciar essa leitura.
Achei bem interessante a premissa e sua resenha só aguçou minha vontade de ler. Sem dúvidas uma protagonista cheia de estilo e que ainda traz tantos temas importantes para aceitação pessoal.
Beijos!
Camila de Moraes
Oiii!
ResponderExcluirAcho que essa é a quarta resenha seguida que leio para essa obra mais eu ainda não consegui comprar ele!
Adorei esse enredo, adorei a forma como cada leitor se sentiu tocado de uma forma ou outra, é muito bacana isso
Dica mais que anotada!
Beijinhos,
Oi, tudo bem? Tenho muita vontade de ler esse livro, pelas resenhas que já li. A sua, como as outras, também me convenceu a lê-lo, obrigada. Gosto de narrativas que nos inspirem a lembrar quem somos e a lembrar que, independentemente de como os outros nos veem, só a gente pode se auto-afirmar. Achei muito legal a quarta-capa ter imagens de mulheres reais fora padrão estético, acho que apenas reforça o poder do livro. Eu sempre fui magrinha, até hoje sou, e continuo motivo de piada entre muita gente, mas acho que a gente tem que entender o que é lugar de fala. Por mais que tenhamos empatia com algo não devemos dizer que "puxa, eu também sofri", se o sofrimento não é o mesmo. Obviamente, nós, magrinhas, sofremos, mas nunca será o equivalente a que pessoas fora do padrão sofrem.
ResponderExcluirLove, Nina.
http://ninaeuma.blogspot.com/
'Não é só as pessoas gordas que passam por dificuldades não, tá?! Sou magra e sofri muito preconceito quando criança e adolescente pelo meu tipo físico. ' olha, eu era muito magra, absurdamente magra, 48 quilos, e sofri nos grupos sociais que passava por isso. hoje, eu sou gorda e não se compara o tipo de preconceito que sofre, no caso, gordofobia. Tem um detalhe, eu era uma magra doente, hoje sou gorda saudável hehehehehehehe... mas no geral, concordo com você, se a pessoa não estiver dentro do padrão de beleza, ela vai sofrer algum tipo de preconceito. Já pensou se todo mundo resolvesse mandar esses esteriótipos para o inferno? Ia ter tanta indústria falindo... Essa questão do preconceito está fortemente ligada ao capitalismo, sem ele o capitalismo não se sustenta. parabéns pela resenha.
ResponderExcluirOlá!!
ResponderExcluirEu estou louca para conferir essa história, depois da sua resenha essa vontade só fez aumentar. Vou comprar na Bienal essa semana e pretendo ler o mais rápido possível. Adorei saber a sua opinião.
Beijos e Sucesso!!
Oiee!!
ResponderExcluirVenho lido muitas resenhas sobre esse livro, e já estava pensando em ler. Mas a sua foi a que definitivamente fez ele entrar pra lista!
Ansiosa pra adquirir meu exemplar ><
Beijs
Oi, Amanda :)
ResponderExcluirVish, uma cidade pacata? Já é certeza que as pessoas gostam de fofocar da vida das outras ao invés de cuidar das suas... Infelizmente.
Will me parece uma personagem mesmo forte mas que precisa aceitar a si mesma. Lamento ver que ela só toma essa atitude ao se imaginar aos olhos da pessoa que está gostando dela. Não desejaria que ela tivesse esse estímulo. :(
Mas é bom ver uma jovem evoluir e querer dar na cara de todos que a julgam nessa cidade que antes mesmo de ler na obra já odeio. Kkkk
Espero sinceramente que tal obra cai nas estantes de bibliotecas públicas e escolares pois a questão de aceitar a si mesma é muito necessária na adolescência!!!
Parabéns pela resenha.
Bjs.