RESENHA II A PROFECIA DO PÁSSARO DE FOGO
Título: A profecia do pássaro de fogo| Autora: Melissa Grey| Editora: Seguinte
Ano: 2016| Páginas: 355
Onde comprar: Saraiva
No subterrâneo de lugares onde é muito difícil chegar, duas antigas raças travam uma guerra milenar: os Avicen, pessoas com penas no lugar de cabelos e pelos; e os Drakharin, que tê escamas sobre a pele. Ambas possuem magia correndo nas veias, o que os esconde de todos os humanos, menos de uma adolescente chamada Echo.Echo conheceu os Avicen quando era criança, e desde então, elas são sua única família. A pedido de sua tutora, a garota começa uma jornada em busca do pássaro de fogo, uma entidade mítica que, segundo uma velha profecia, é a única forma de acabar com a guerra de vez. Mas Echo precisa encontrar o pássaro antes dos Drakharin, ou então os Avicen podem desaparecer para sempre.
Echo é uma garota que vive sob os cuidados de sua tutora, Ala, em um ninho (nome dado ao local onde todos os Avicen habitam) dominado pelo povo Avicen - híbridos de humanos com aves. Desde criança, quando foi "resgatada" por Ala, em uma biblioteca, Echo é a única humana que ultrapassa o entremeio do mundo dos humanos e dessas criaturas e, convive com os outros integrantes dessa comunidade, usando a mesma magia e os mesmos modos de vida que seus companheiros. Em alguns momentos, no entanto, Echo se vê em situações difíceis no ninho, pois se sente excluída por alguns integrantes do bando e isso lhe causa algumas mágoas constantes, fazendo aquela sineta em sua mente tocar, lembrando-lhe que "Você não é um deles!"
Para se distrair, Echo viaja para diversos locais do mundo em poucos minutos, usando pó de sombra , uma porta; e magia para se deslocar, visitando, num piscar de olhos, museus e lojas, e furtando objetos que acha interessante, para presentear Ala - algumas vezes -, e para preencher o tempo de sobra que tem, em outras.
"Cruzar a soleira para o entremeio era menos desagradável pela segunda vez, mas o conteúdo do estômago de Echo ainda revirava muito. Ela tateou no escuro, fazendo uma careta quando suas mãos tocaram algo sólido. As portas que levavam à Estação Grand Central estavam sempre imundas, mesmo do outro lado do entremeio. Nova Iorque, ela pensou. A cidade que nunca está limpa." p.17
Os Avicen vivem em guerra com outro grupo de híbridos: os Drakharin - híbridos de humanos com répteis, - onde sua principal característica é apresentarem escamas sobre a pele em vez de pelos -, que lutam contra o primeiro grupo alegando que o objetivo é para conquistar a paz.
Em determinado roubo que Echo faz, a garota encontra na peça roubada um pequeno indício de sua jornada que começa, a partir daí, a mudar todo o seu destino. À medida que os acontecimentos avançam, Echo vai se vendo em um beco sem saída, onde fica a dúvida entre fazer algo para salvar os Avicen da guerra ou ser banida desse grupo pelas decisões tomadas. Todos os seus passos, agora, são para encontrar o lendário Pássaro de fogo, elemento místico que, segundo os mais antigos, tem o poder de trazer a paz e por fim na guerra que assola os Avicen e os Drakharin.
Quando Echo começa a correr atrás do Pássaro de fogo, ela compra a briga com o príncipe dos Drakharin, Caius, e sua tropa, que também estão incessantes atrás do artefato que trará a paz aos povos.
As reviravoltas que a história dá intercalam desde o posicionamento dos Avicen e dos Drakharin, que não são realmente o que mostram ser nem o que Echo cresceu aprendendo.
O romance nessa história não fica de fora, já que tratamos de uma adolescente de 17 anos, com seus sentimentos à flor da pele. A paixão surge no peito de Echo junto com a dúvida que a divide entre seu namorado guerreiro Avicen e o novo sentimento, até então proibido, que a faz ficar mergulhada nas relatividades do amor.
A guerra entre os Avicen e os Drakharin retornam com força total depois que está declarada a busca ao lendário Pássaro de fogo, matando inocentes e pondo terror nos civis, enquanto Echo se vê na obrigação de completar sua missão e encontrar esse artefato.
"- “O pássaro que canta à meia-noite” – ele recitou – “em sua gaiola de ossos ascenderá do sangue e das cinzas para saudar em verdade desconhecida”. – Ele sentou sobre os calcanhares, franzindo a testa. – Que droga isso significa?" p.193
Por ser um romance juvenil, A Profecia do Pássaro de Fogo traz mais o lado emotivo de Echo do que o fato secundário e principal da história: a guerra que assola os dois povos em questão. Há em alguns momentos um desvio dos fatos durante a narrativa, mas que não comprometem a leitura como um todo. Os capítulos são bem curtos, não pondo muita sequência ao mesmo assunto, cortando de um fato para o outro as nuances da história. O livro em si apresenta folhas amareladas, o que é mais agradável para ler. A capa apresenta alto relevo no título e as cores são bastante chamativas, mas harmônicas. O corte do livro é limpo e a lombada bastante charmosa. Os acontecimentos são narrados em terceira pessoa.
Por apresentar uma narrativa diferente da que gosto, A profecia do Pássaro de Fogo não me ganhou. Para quem já leu outras resenhas minhas, deve ter notado que meu gênero literário preferido é horror/terror/sobrenatural. No entanto, a leitura da obra citada nessa resenha fluiu bastante e confesso que fiquei um tanto curiosa com a continuação e desfecho dessa história de Echo e sua tribo.
Esse é o primeiro livro da trilogia Echo. A leitura é mais voltada para o público juvenil; boa para quem gosta de romances mais clichês e uma narrativa leve, com revira-voltas na história que dão o "q" da coisa. Aos que leram, qual a opinião de vocês? Deixem aqui nos comentários!






Eu achei a sinopse interessante e pode até ser o livro que me fará voltar a ler fantasia finalmente xD mas ''Por ser um romance juvenil, A Profecia do Pássaro de Fogo traz mais o lado emotivo de Echo do que o fato secundário e principal da história: a guerra que assola os dois povos em questão. '' me deixou desanimada. Eu fiquei chateada com a A Seleção por isso. Trabalhou muito pouco o que era o ponto forte da saga pra trabalhar sentimentos :/
ResponderExcluirQue pena que a profecia não te ganhou, às vezes, é complicado sair da zona de conforto, mas é bom saber que não existe um único modo de narrativa e tentar se aventurar, espero que leia a continuação.
ResponderExcluirOie amore,
ResponderExcluirAmooo que amooo esse blog s2
Que capa mais linda e título ainda mais lindo. Uma pena que você não tenha curtido muito a leitura.
Eu curto muito romances clichês então anotei a dica por aqui!
Beijokas!
Oi, tudo bem?
ResponderExcluirNão conhecia o livro mas de saber que a guerra fica de lado por causa do lado emotivo da personagem já nem leria.
Bjs
Esse livro tem elementos que gosto muito. Os híbridos de humanos com aves, repteis é bem interessante. Mas com é muito juvenil acaba focando mais no romance da protagonista e isso me incomoda um pouco. Quem sabe mais pra frente eu não leia.
ResponderExcluirbeijos!
A capa do livro já me ganhou, achei linda.
ResponderExcluirGosto de livros de fantasia, seres diferentes, e achei esse interessante, e incluindo o romance clichê, eu leria e daria uma chance a leitura.
Sua resenha está muito bem escrita, adorei.
Boutique de Clichês
Olá!
ResponderExcluirQue pena que o livro não te ganhou. Eu já curto livros de fantasia, então fiquei bem interessada por esse, que faz muito o meu estilo de leitura. Adorei a sua sinceridade na resenha.
Beijos.
Olá!
ResponderExcluirEu achei a capa tão linda.
Que pena que o livro não te ganhou, também não me agradaria rs...
Gostei da sua resenha, e da sinceridade empregada nela.
Beijos.
Olá, tudo bem?
ResponderExcluirEu já li esse livro e fiquei super chateada porque não sabia se iriam lançar a sequência. Imagina a minha alegria ao saber que sim? rs.
Li sem expectativa nenhuma, mas eu adorei.
Beijos!
http://excentricagarota.blogspot.com.br